terça-feira, 7 de outubro de 2014

Lauretta Bender

Lauretta Bender, MD (1897-1987) foi uma neuropsiquiatra pediátrica, mais conhecido como o autora do Teste Gestáltico Visomotor. É possível quue seu interesse pela neuropsiquiatria tenha vindo de suas próprias dificuldades de aprendizagem na infância. Sua leitura era tão lenta e sua letra tão mal-feita, que ela chegou a ser considerada pelas autoridades da escola a ser um pouco retardada, contudo com o apoio de seu pai conclui seus estudos formando em Biologia na Universidade de Chicago e em medicina na Universidade Estadual de Iowa.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Ela é mais conhecida como a co-autora de um teste amplamente utilizado em neuropsicologia que leva seu nome baseado nas idéias da Gestalt, em estudos de Max Wertheimer (1923), procura avaliar a percepção e reprodução das figuras partindo do pressuposto de que, determinadas por princípios biológicos da ação sensório-motriz, que variam em função do padrão de desenvolvimento e nível maturacional do indivíduo e de seu estado patológico funcional.1 O teste Gestáltico Bender consiste em nove figuras, apresentadas uma por vez, para serem copiadas em folha, tipo oficio, em branco. Max Wertheimer havia feito estudos sobre a reprodução de figuras simples e complexas na demonstração da teoria da forma (Gestalt) o mérito da transformação desses estudos em teste coube a ela publicando uma monografia em 1938, A Visual Motor Gestalt Test and Its Clinical Use.
Seus estudos com  (1886 - 1940), autor de importantes contribuições sobre imagem corporal uma coordenação entre sensações espaciais (posturais), visuais e proprioceptoras 2 auxiliaram a fundamentar a utilização de testes gráficos e truoxeram relevantes contribuições ao estudo da dislexia e funções do lobo temporal associando estes à déficits anteriores na ordenação de seqüências temporais e hierarquias de organização dos tecidos e funções cerebrais associadas à estimulação e/ou constituição genética.3
Entre suas outras contribuições que merecem ser citadas estão pesquisas com eletroconvulsoterapia no Hospital de Bellevue em Nova Iorque 1930-1956, abandonando seu uso em 1950 e as pesquisas com psicoterapia psicodélica da esquizofrenia eautismo infantil utilizando LSD-25,4 também realizadas no Hospital de Bellevue onde David Wechsler, Ph.D. (1896 - 1981) criador do famoso teste de inteligência Wechsler era o psicólogo chefe, contribuindo para melhor definição diagnóstica em relação aos distúrbios da atenção e hiperatividade inclusive quanto ao seu tratamento psicofarmacológico com a anfetamina.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lauretta_Bender

Hiperlexia

Hiperlexia é uma condição de desenvolvimento relacionada ao autismo.
As principais características da hiperlexia são a capacidade precoce para leitura, dificuldade no processamento da linguagem oral e um comportamento social atípico.1

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Por volta dos 18 aos 24 meses as crianças hiperléxicas já são capazes de identificar letras e números. Em torno dos três anos já conseguem unir as letras e ler. Geralmente, quando uma criança consegue ler antes dos 5 anos de idade sem ter recebido lições, isso indica hiperlexia. Durante os primeiros processos de sociabilização, os hiperléxicos não se integram. As outras crianças copiam comportamentos uns dos outros e assim aprendem a conversar, interagir. Essa característica é muito típica do autismo. Crianças que são desde pequeninas atraídas por abstrações - letras, palavras, frases - têm que ser necessariamente muito inteligentes, mas nem sempre serão extrovertidas (quanto a copiarem comportamentos, isso acontecerá, porque estarão observando antes de considerar essa atitude específica uma coisa razoável).

Outras características[editar | editar código-fonte]

  • Leitura compulsiva:a hiperlexia faz com que seus portadores leiam tudo o que tem forma de letra e que apareça na sua frente.
  • Apego à rotina: outra característica típica do autismo. Os hiperléxicos não gostam de atividades planejadas de última hora e não se sentem confortáveis diante de acontecimentos inesperados. Não gostam de mudanças nas rotinas, apreciam que tudo seja sempre feito da mesma maneira.
  • Alheamento à realidade: muitos hiperléxicos são, de forma errada, diagnosticados como portadores de TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade), pois têm grande dificuldade de prestar atenção e não ficam parados por muito tempo. Por outro lado, quando algo chama-lhes a atenção de verdade, são capazes de esquecer do mundo e ligarem-se apenas àquilo. São ansiosos e, muitas vezes, por demais sonhadores.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Crianças hiperléxicas costumam ser muito inteligentes[carece de fontes], ou no mínimo com inteligência normal. A chave para desenvolver uma criança hiperléxica é basicamente desenvolver sua capacidade de leitura. É importante o tratamento com psicólogos, médicos, fonoaudiólogos. Os sintomas de autismo podem ser bastante minimizados. Muito pode ser feito, mas é necessário que os pais e profissionais estejam sempre bem informados e atualizados quanto ao problema.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hiperlexia

Desvio de conduta

Desvio de conduta ou Transtorno de conduta é caracterizado por padrões persistentes de conduta socialmente inadequada, agressiva ou desafiante, com violação de normas sociais ou direitos individuais. Com cerca de 1 a 10% de prevalência em crianças e adolescentes, é um dos transtornos psiquiátricos mais freqüentes em jovens e um dos maiores motivos de encaminhamento ao psiquiatra infantil. 1

Causas[editar | editar código-fonte]


Crianças que sofrem violência acabam refletindo essa violência com colegas e amigos.2
O ambiente familiar e social tem papel importante no desenvolvimento e manutenção de transtorno de conduta. O comportamento de oposição e desobediência está associado a pais e irmãos agressivos e negligentes, divórcio dos pais, grandes famílias, mães jovens, baixa condição socioeconômica, apenas um cuidador.1 3
Em adolescentes com transtorno de conduta pode-se identificar uma baixa responsabilidade na área orbitofrontal área responsável pelo processamento de estímulos de recompensa. Pode ser causa e consequência de um histórico de aprendizagem em que prevaleceram punições pelos maus comportamentos em vez de reforço pelos bons comportamentos.4 De forma similar, a amígdala cerebelosaresponde menos a estímulos de intimidação e medo, podendo tanto ser o motivo por não evitar estímulos aversivos que a maioria evitaria ou/e por ter se acostumado a viver em um ambiente intimidador e ameaçador.5
É importante estar alerta ao comportamento dos pais, pois transtornos de conduta podem indicar histórico de abuso sexual e violência, alcoolismo e abuso de drogas na família.6

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Essas violações não atendem às expectativas sociais próprias à idade da criança, indo muito além de travessuras infantis ou de rebeldia do adolescente e continuam acontecendo regularmente por seis meses ou mais. 7
O diagnóstico se baseia na presença de:
  • Manifestações excessivas de agressividade e de tirania;
  • Crueldade em relação a outras pessoas ou a animais;
  • Destruição dos bens de outrem;
  • Condutas incendiárias;
  • Roubos ou furtos;
  • Abuso sexual;
  • Porte de armas;
  • Mentiras repetidas;
  • Cabular aulas e fugir de casa;
  • Desobediências anormalmente frequentes e graves.

Diagnósticos diferenciais[editar | editar código-fonte]

A presença de manifestações nítidas de um dos grupos de conduta precedentes é suficiente para o diagnóstico mas atos dissociais isolados não o são. Devendo-se diferenciar da Esquizofrenia e Transtornos globais do desenvolvimento (o autismoe suas variantes) dos Transtornos humor (afetivos) e ainda diferenciado desses processos quando associados a condições ou traumas emocionais e hiperatividade e Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade. 8
Caso esses comportamentos persistam após os 18 anos, passa a ser diagnosticado como Transtorno de personalidade antissocial (Psicopatia/Sociopatia).

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

O transtorno da conduta é mais freqüente entre os 12 e 16 anos, sendo quase 4 vezes mais comum no sexo masculino.1Cerca de 20% também possuem algum transtorno de aprendizagem, como dificuldade em se concentrar, em se expressar oralmente ou na escrita ou de memória resultando em desempenho inferior a média na escola. 9

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Star of life caution.svg
Advertência: A Wikipédia não é consultório médico nem farmácia.
Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde.
As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.

É recomendado que a família dos pacientes deve seja incluída e os pais seja ensinados a como ensinar os filhos adequadamente.
Assim como outras terapias com crianças e adolescentes o tratamento mais eficiente é o que inclui a família e a escola no processo. Também é recomendado que algumas sessões sejam individuais. Não é recomendado terapia em grupo com outros adolescentes agressivos, pois eles estimulam o mau comportamento uns nos outros. O tratamento também deve procurar resolver conflitos familiares, tais como divórcios destrutivos ou depressão materna.10
Tratamentos isolados não demonstram eficiência, por isso é recomendado uma abordagem multiprofissional.11
Não é recomendado que internações durem mais de 6 meses, penas alternativas como trabalho voluntário devem ser privilegiadas, e a família, quando disposta a colaborar e não tenha histórico de criminalidade, deve fazer parte de todas as fases do tratamento, sendo preparada e treinada para o retorno do adolescente.10

Prognósico[editar | editar código-fonte]

Quando aparece antes dos 10 anos indica maior gravidade do quadro e maior tendência de persistir ao longo da vida. Nesses casos geralmente está associado a transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (43% dos casos), e a transtornos das emoções (ansiedade, depressão, obsessão-compulsão em 33% dos casos), comportamento agressivo, déficit intelectual, convulsões e comprometimento do sistema nervoso central devido a exposição a álcool/drogas durante a gravidez da mãe, infecções, uso de medicamentos ou/e traumas cranianos. Também é comum que existam antecedentes familiares de hiperatividade e comportamento antissocial.12
Começo tardio (após os 15 anos), sexo feminino, QI alto, boas habilidades sociais, família melhor estruturada, boa relação com colegas na escola, não usar drogas, paciente mais jovem, cultura pacifista, boas condições financeiras e histórico familiar sem transtornos de personalidade estão associados a um melhor prognóstico.13
Entre 60-75% dos adolescentes com transtorno de conduta NÃO se tornam antissociais/psicopatas/sociopatas. A maioria nunca chega a ser condenada por algum crime e se tornam cidadãos produtivos desde que possuam apoio social suficiente.14

http://pt.wikipedia.org/wiki/Desvio_de_conduta

Curva de aprendizagem

Curva de aprendizagem é uma representação do nível médio cognitivo de aprendizagem para uma determinada atividade ou ferramenta.1 Normalmente, o aumento na retenção de informações é mais aguda após as tentativas iniciais, e então gradualmente se equilibra, o que significa que cada vez menos informação nova é retida após cada repetição.2
A curva de aprendizado também pode representar a dificuldade inicial de aprender algo e, em certa medida, o quanto há para aprender depois de familiaridade inicial.
O conceito foi descrito pela primeira vez por Hermann Ebbinghaus em 1885.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Curva_de_aprendizagem

Coprolalia

Coprolalia é a tendência involuntária de proferir palavras obscenas ou fazer comentários geralmente considerados socialmente depreciativos e, portanto, inadequados. Coprolalia pode fazer referência a excremento, genitais ou atos sexuais.
Coprolalia é uma característica rara de pessoas afetadas pela síndrome de Tourette e pela síndrome de Lesch-Nyhan. Coprolalia é um termo emprestado do idioma grego (ou κόπρος) que significa "fezes" (dejetos fecais) e λαλία, que significa "tagarelas, conversa sem sentido". Coprolalia comporta todas as palavras e frases que são consideradas tabus sociais ou que são tidas como inaceitáveis fora de certos contextos. O termo coprolalia não é utilizado para descrever xingamentos contextualizados. Coprolalia geralmente é expressada fora de contexto social e emocional. A cadência, o tom e o nível da voz podem ser mais diferentes do que ocorre normalmente na pessoa afetada por essa condição.
A verbalização de palavras tidas por obscenas em grande maioria dos casos tem que ver com o contexto psìquicoemocional a que o indivíduo acometido pelo distúrbio possa estar inserido.
Em certos casos a pessoa com coprolalia consegue repetir as palavras características de sua condição em sua mente. No entanto, essas subvocalizações podem ser extremamente angustiantes.
Existem outros dois termos raros paralelamente relacionados à coprolalia e que também têm sua origem no idioma grego clássico:
1) Copropraxia - "copro" (fezes) e "praxia" (ação), que se traduz em atos descontrolados de fazer gestos obscenos ou tidos socialmente como proibidos.
2) Coprografia - "copro" (fezes) e "grafia" (escrever ou desenhar) refere-se à obsessão de escrever ou desenhar em papel, muros ou paredes, etc... palavrões ou desenhos obscenos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Coprolalia

Cognição

Cognição é o ato ou processo da aquisição do conhecimento que se dá através da percepção, da atenção, memória,raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem. A palavra Cognitione tem origem nos escritos de Platão e Aristóteles.
É o conjunto dos processos mentais usados no pensamento na classificação, reconhecimento e compreensão para o julgamento através do raciocínio para o aprendizado de determinados sistemas e soluções de problemas.
De uma maneira mais simples, podemos dizer que cognição é a forma como o cérebro percebe, aprende, recorda e pensa sobre toda informação captada através dos cinco sentidos.
Mas a cognição é mais do que simplesmente a aquisição de conhecimento e consequentemente, a nossa melhor adaptação ao meio - é também um mecanismo de conversão do que é captado para o nosso modo de ser interno. Ela é um processo pelo qual o ser humano interage com os seus semelhantes e com o meio em que vive, sem perder a sua identidade existencial. Ela começa com a captação dos sentidos e logo em seguida ocorre a percepção. É, portanto, um processo de conhecimento, que tem como material a informação do meio em que vivemos e o que já está registrado na nossa memória.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cogni%C3%A7%C3%A3o


Apraxia

A apraxia é uma desordem neurológica que se caracteriza por provocar uma perda da habilidade para executar movimentos e gestos precisos que conduziriam a um dado objectivo, apesar do paciente ter a vontade e a habilidade física para os executar. Resulta de disfunções nos hemisférios cerebrais, no lobo frontal, mais especificamente no córtex motor e na sua área motora secundária. Caracteriza-se, mais especificamente, na diminuição da capacidade para executar actividades motoras apesar das capacidades motoras, a função sensorial e a compreensão da tarefa requerida estarem intactas. Leva à diminuição das capacidades de pantomima da utilização de objectos (por exemplo, escovar o cabelo)e da capacidade de execução de atos motores conhecidos (por exemplo, acenar em adeus). A apraxia é uma patologia provocada por lesões cerebrais tais como acidentes, tumores, etc.
O termo “apraxia” foi usado pela primeira vez em 1871 por Steinthal. Não existe uma definição universal para o termo, mas Rothi e Heilman sugerem que seja definido como uma alteração neurológica da capacidade de movimento apreendido e proposicional que não possa ser explicado por defeitos elementares da motricidade nem dos sistemas sensoriais.
A apraxia ideativa corresponde à ideomotora, mas o desempenho não melhora com a presença do objecto nem com a imitação. É como se todos os esquemas de programação motora estivessem perdidos. Este tipo de apraxia é comum na demência. A apraxia buco-facial corresponde à incapacidade de realizar movimentos com os músculos da face e da boca. Este tipo acompanha muitas vezes os quadros afásicos, sendo possível que os mecanismos que sustentam estes movimentos partilhem algumas funções com as da linguagem. O mesmo já não acontece nas apraxias, que se torna evidente nos membros em que a lateralidade se correlaciona mais com a sua presença. A apraxia de marcha, como o nome indica, corresponde à impossibilidade de realizar os movimentos necessários para andar. Estes doentes, são capazes de cruzar as pernas quando estão sentados, de bater com os pés no chão alternadamente, de fazer movimentos de bicicleta quando estão deitados, mas não conseguem realizar os movimentos necessários para progredir na marcha. A apraxia do vestirsurge com muita frequência nos casos de demência. O doente deixa de saber a sequência correta com que se vestem as diferentes peças de roupa. Pode, por exemplo, vestir a camisa por cima do casaco. Muitas vezes, tenta vestir peças de roupa de forma errada, tenta enfiar a perna na manga do casaco e, noutras ocasiões, pode usar múltiplas peças de roupa repetidas, por exemplo, três pares de meias.

Causas[editar | editar código-fonte]

A apraxia ideomotora é quase sempre causada por lesões no hemisfério cerebral dominante da linguagem (geralmente o esquerdo), e estes pacientes frequentemente têm afasia concomitante, especialmente do tipo de Broca ou de condução. A afasia ideomotora lateral esquerda pode ser causada por uma lesão do corpo caloso anterior.
A apraxia ideacional é geralmente associada com estados de confusão e demência.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Apraxia

Análise molecular para a síndrome do X frágil

A Análise Molecular para a Síndrome do X Frágil é um exame sangüíneo de análise molecular do gene FMRI, que atualmente é de grande importância para o diagnóstico preciso desta síndrome e para o aconselhamento genético das famílias de pacientes com suspeitas da Síndrome do X Frágil ou de TGD (Transtorno Global do Desenvolvimento), como oAutismo, que podem facilmente serem confundidos por apresentarem sintomas semelhantes, principalmente em pacientes muito jovens, em especial, antes dos três anos de idade.
A identificaçäo do mecanismo mutacional responsável pela Síndrome do X Frágil, um aumento no número de repetiçöes detrinucleotídeos CGC localizados no primeiro exon do gene FMRI, possibilitou o desenvolvimento de testes para o diagnóstico molecular, por meio da análise direta do DNA, mais acurados e sensíveis, que têm substituido a análise do marcador citogenético (um sítio frágil em Xq27.3) como o procedimento de escolha para o diagnóstico da Síndrome do X Frágil,1 pois este último pode apresentar falso positivo e falso negativo.
No Brasil, desde 2 de abril de 2008, através da Resolução Normativa (RN) 167 da ANS,2 este exame faz parte do Rol de Procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), uma listagem dos procedimentos em saúde cuja cobertura é garantida a todos os usuários dos planos de saúde brasileiros, adquiridos a partir de 2 de janeiro de 1999.

http://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%A1lise_molecular_para_a_s%C3%ADndrome_do_X_fr%C3%A1gil

Agnosia

Agnosia (do grego antigo a+gnosis, não conhecimento) na perda ou deterioração da capacidade para reconhecer ou identificar objetos apesar de manterem a função sensorial intacta (visão, audição e tato). 1

Características[editar | editar código-fonte]

Geralmente é causada por acidente vascular cerebral e impede a vítima de reconhecer objetos, pessoas e estímulos mesmo com os sentidos intactos.
A perda da capacidade de reconhecer pode incluir objectos, pessoas, sons eformas. Uma pessoa com agnosia pode, por exemplo, ter visão normal e não ter capacidade de reconhecer objetos cotidianos, pessoas familiares ou mesmo sua própria imagem no espelho.
Agnosia se restringe aos casos onde estão conservadas a integridade das vias nervosas aferentes e existem lesões corticais na vizinhança da área de projeção, nas chamadas áreas parassensoriais, mantém-se a integridade das sensações elementares, porém, há alteração do ato perceptivo. Ou seja, não pode ser causada por dificuldade em ver, ouvir ou tocar.
Assim sendo, Agnosia não é uma alteração exclusiva das sensações nem exclusiva da capacidade central de perceber objetos externos, mas uma alteração intermediária entre as sensações e a percepção. Em alguns casos, observa-se a perda da intensidade e da extensão das sensações, permanecendo inalteradas as sensações elementares, em outros há integridade e extensão, mas perda da capacidade de reconhecimento dos objetos.

Tipos[editar | editar código-fonte]

O tipo depende do tipo de dificuldade de reconhecimento2 :
  • Agnosia visual (incapaz de reconhecer objetos com a visão)
    • Agnosia aperceptiva (incapaz de lembrar informações sobre os objetos)
      • Simultagnosia (incapaz de reconhecer múltiplos objetos simultaneamente)
    • Agnosia associativa (incapaz de nomear e utilizar objetos)
  • Agnosia auditiva (incapaz de reconhecer sons)
  • Agnosia tátil ou astereognose (incapaz de reconhecer com o toque)
Pessoas que recuperam a visão costumam passar por um período de agnosia visual.

Causas[editar | editar código-fonte]

Agnosia podem resultar de problemas no lobo temporal ou no lobo occipital causada por:

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Star of life caution.svg
Advertência: A Wikipédia não é consultório médico nem farmácia.
Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde.
As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.
Depende da causa, mas costuma ser sintomático, funcional e de apoio psicológico. Na reabilitação das funções neurológicas atividades cotidianas como alimentação, higiene e socialização adequada são praticadas pelo paciente e pelos familiares cuidadores para ajudá-lo a lidar com as dificuldades da rotina e desenvolver habilidades que permitam contornar os problemas causados pela agnosia. O prognóstico depende da causa e da gravidade da lesão cerebral.3

http://pt.wikipedia.org/wiki/Agnosia

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